Quando o "luto" começou a fazer parte do passado, Rafael nao saía mais da minha cabeça. Ele é autonomo e chegou a fazer um trabalho aqui em casa enquanto eu namorava, sempre marcava horário para quando eu estivesse no trabalho.
Realmente estava precisando novamente do trabalho dele e entrei em contato com ele para agendar um horário para verificar algumas coisas aqui em casa e com intençaõ de reve-lo, dessa vez nao precisava ser no horário de trabalho.
Nunca dava certo e achei que nao queria mais nada comigo.
Um domingo o telefone tocou, ele estava fazendo plantão e perguntou se poderia vir aqui ver meu problema, até aí achou que era só 1 intenção, a do conserto. Adoro passar o fim de semana de pijama, bem à vontade, e nao queria que ele me visse daquela forma no primeiro reencontro, também nao gostaria que minha família o visse, o problema realmente existia mas também haviam outras formas de conserta-lo.
Informei que minha família estava em casa (pais e irmãos) e ele ficou de ir ao meu trabalho, local público, há pouco reformado, ele também gostaria de ver como havia ficado.
Aquela tarde pareceu uma eternidade ... olhava de uma janela pra outra, uma ansiedade por saber qual seria nossa reação. Iria me achar gorda? A quimica havia acabado? Ele chegou ...
Peguei minha bolsa e saí de fininho, disfarçamos olhando meu carro que estou vendendo, como se fosse alguem interessado em comprá-lo (não combinamos isso ... foi meio que automático).
Entrei no carro e começamos a lembrar um pouco do passado. Quando contei que nao estava mais namorando percebeu a segunda intenção, contei da ligação ele falou que sabia que era eu e aproveitou para anotar meu telefone. Disfarçadamente contei que sentia saudades dele.
Ele confessou que sempre lembrava de mim, às vezes de madrugada, mas tinha receio de ligar. Que ria sozinho lembrando de mim.E que nao acreditava que estava ali comigo.
O fogo nao havia acabo, estava adormecido, ele continuava uma delícia e estava louco para agarrá-lo logo, mas fiquei na minha. Nesses casos defendo que a ação tem que ser do homem conquistando sua femea.
Saímos do trabalho e fomos até uma rua mais tranquila. Meu coração batia forte e estava nervosa. O medo de alguém nos ver, a consciencia pesada por ele ser casado e uma vontade enorme de beijar a boca dele.Estava pensando na loucura que estava fazendo novamente, estava gostando.
Virou o corpo para meu lado e nao tive coragem de beijá-lo. Pegou minha mão e ficou fazendo carinho enquanto conversávamos. Concordamos que da primeira vez empolgamos muito e ele teve que se afastar. Informei que nao estava a fim de namorar, mas um amigo colorido nao seria nada mal.Dessa vez o casamento dele nao está em crise, o que me deixou minha consciencia ainda um pouco mais pesada. Estava claro que os dois gostariam de voltar a aproveitar um o outro, mais claro ainda ficou que a intenção não era terminar ou destruir casamento algum e sim nao disperdiçar aquele fogo que só nós dois víamos e sentíamos.Como ele mesmo disse, tem uma coisa muito forte que une nós dois. Não era paixao, é puro tesão, do mais forte e explosivo.
Sorri pra ele e nos beijamos.Selinho, mordia a boca dele, chupava os lábios, mordia, passava minha lingua na dele.
Escrevo e sinto tamanha emoção, excitação e tesão. Vontade de nao parar, mas ainda havia luz no dia ... nós e nossas loucuras. Estava feliz, molhadinha, com as pernas bambas e com vontade de que aquele momento nao acabasse mais.
Passava as maos na parte interna das minhas coxas e mesmo de calça jeans era um tesão só. Na calça dele meu brinquedo preferido estava saliente, lembrei de como é delicioso chupa-lo ... encostava a cabeça em meus seios ... tivemos que ir embora.
Quando tentei sair do carro ele me puxou e demos o ultimo beijo que novamente me deixou sem folego, de perna bamba e com uma certeza, não poderia deixar esse fogo apagar ou ignorá-lo.
Vou ser AMANTE, vou beijá-lo, ele vai me comer e vou dar pra ele. Que se dane a sociedade e suas regras, algumas existem para serem quebradas. Sou mulher, sou femea e ele será meu macho.Não quero o lugar da esposa, isso ficou bem claro para os dois, quero o lugar da amante, não quero fazer mal a ela, nem disputar espaço nem atenção, quero o tempinho que sobrar, mas quero. Quando ele me chamar eu vou, quando ele quiser eu dou e isso me dá muito tesão, me faz subir pelas paredes.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
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